quinta-feira, 19 de setembro de 2013

LÍNGUA SADIA




Uma língua saudável é árvore de vida, mas a perversidade nela quebranta o espírito.
Provérbios 15.4 É muito importante termos uma linguagem saudável em todo o tempo; porém, isso só é possível quando falamos conforme a Palavra do Senhor. Se a nossa fala não estiver de acordo com a revelação divina escrita e o entendimento concedido por Deus a respeito do que Ele estabeleceu, não haverá luz em nós e, como consequência, jamais falaremos com ousadia e poder. Quando nos pronunciamos segundo a Verdade, sentimos a paz e a força divinas.
Nenhum enviado do Senhor poderá falar diferente da Sua Palavra. Essa é uma marca que distingue aqueles que Ele nos envia dos que somente se propõem a fazer alguma coisa para Ele. Ora, o Altíssimo sempre levantará e enviará alguém para realizar o que agrada a Ele. Quem deseja fazer algo para o Pai celeste deve buscar a fé que virá ao seu coração ao dar ouvidos às Escrituras (Rm 10.17).
O Senhor Jesus sabia do poder que têm as palavras e, por isso, para que a Sua Palavra produzisse o que o Pai queria, só falava o que Lhe havia sido prescrito. É preciso estar atento ao que diremos, pois não poderemos inventar algo e esperar que Deus confirme aquilo. Ora, quem não fala segundo o que o Altíssimo ordena não foi enviado por Ele, e, por isso, o Senhor não tem compromisso com tal pessoa.
Paulo garantiu que a mensagem pregada por ele era a Palavra da fé (Rm 10.8). O apóstolo se valia do que os servos de Deus escreveram. Por ordem divina, estes registraram as instruções do Senhor, como se fossem figuras do que haveria de vir. Por ter sido comissionado a levar a mensagem do Evangelho, Paulo sabia que tinha de pregar a Palavra a qual gera fé, a mesma ministrada por Cristo.
Não há como ficar tentando até descobrir o que o Senhor deseja que façamos. Em Sua sabedoria, Ele revela isso ao coração de quem usará o entendimento da Bíblia. Então, ao ser iluminado e, ao mesmo tempo, compreender que se trata da mensagem a ser entregue, com temor e tremor (Ef 6.5), sob a unção do Espírito Santo, o cristão deve ser ousado para cumprir o que lhe foi mandado.
A língua saudável não acrescenta os pensamentos do homem, tanto dos outros como de si próprio. Em uma ministração da Palavra, ao expor o que acha, pensa ou deseja, você faz o mesmo que os filhos de Arão, Nadabe e Abiú fizeram ao levar fogo estranho perante o Senhor e, por isso, foram mortos (Lv 10.1,2). Tenha sempre a língua saudável, e ela lhe será uma árvore de vida, de onde você recolherá o fruto de que precisa.
Mesmo que você tenha certeza de que um ouvinte da sua pregação é o causador de algum mal, por exemplo, não deixe que o inimigo seduza você a incluir um recado seu na fala que Deus lhe deu, para que a mensagem divina não seja adulterada. Se isso acontecer, mesmo que você tenha conhecimento de como a bênção ocorre, havendo perversidade, o seu espírito se quebrantará.
Em Cristo, com amor,

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A Espada, o Falcão e o Cálice

A Espada, o Falcão e o Cálice


Conta a lenda que certa manhã o guerreiro mongol Gengis Khan e sua corte saíram para caçar.
Enquanto seus companheiros levavam flechas e arcos, Gengis Khan carregava seu falcão favorito no braço, que era melhor e mais preciso que qualquer flecha, pois podia subir aos céus e ver tudo aquilo que o ser humano não conseguia enxergar.
Entretanto, apesar de todo o entusiasmo do grupo, não conseguiram encontrar nada.
Decepcionado, Gengis Khan voltou para seu acampamento. Mas, para não descarregar sua frustração em seus companheiros, separou-se da comitiva e resolveu caminhar sozinho.
Tinham permanecido na floresta mais tempo que o esperado e Gengis Khan estava cansado e com sede.
Por causa do calor do verão, os riachos estavam secos. Não conseguia encontrar nada para beber até que, enfim, avistou um fio de água descendo de um rochedo à sua frente.
Na mesma hora, retirou o falcão do seu braço, pegou o pequeno cálice de prata que sempre carregava consigo, demorou um longo tempo para enchê-lo e, quando estava prestes a levá-lo aos lábios, o falcão levantou voo e arrancou o copo de suas mãos, atirando-o longe.
Gengis Khan ficou furioso, mas era seu animal favorito, talvez estivesse também com sede. Apanhou o cálice, limpou a poeira e tornou a enchê-lo. Após outro tanto de tempo, com a sede apertando cada vez mais e com o cálice já pela metade, o falcão de novo atacou-o, derramando o líquido.
Gengis Khan adorava seu animal, mas sabia que não podia deixar-se desrespeitar em nenhuma circunstância, já que alguém podia estar assistindo à cena de longe e mais tarde contaria aos seus guerreiros que o grande conquistador era incapaz de domar uma simples ave.
Desta vez, tirou a espada da cintura, pegou o cálice, recomeçou a enchê-lo. Manteve um olho na fonte e outro no falcão. Assim que viu ter água suficiente e quando estava pronto para beber, o falcão de novo levantou voo e veio em sua direção. Gengis Khan, em um golpe certeiro, atravessou o seu peito do falcão, matando-o.
Retomou o trabalho de encher o cálice. Mas o fio de água havia secado.
Decidido a beber de qualquer maneira, subiu o rochedo em busca da fonte. Para sua surpresa, havia realmente uma poça de água e, no meio dela, morta, uma das serpentes mais venenosas da região.
Se tivesse bebido a água, já não estaria mais no mundo dos vivos.
Gengis Khan voltou ao acampamento com o falcão morto em seus braços.
Mandou fazer uma reprodução em ouro da ave e gravou em uma das asas: “Mesmo quando um amigo faz algo que você não gosta, ele continua sendo seu amigo”.
Na outra asa: “Qualquer ação motivada pela fúria é uma ação condenada ao fracasso”.
Nem sempre o que parece ser, realmente é.

"a palavra de DEUS liberta"