terça-feira, 23 de abril de 2013

Igreja oferece mediação na Venezuela após chamado do Papa




A Igreja Católica venezuelana se ofereceu como mediadora entre o governo e a oposição, após o Papa Francisco ter pedido, neste domingo, um diálogo para superar a crise política gerada pelas eleições, realizadas há uma semana.
“Convido o querido povo venezuelano, em particular seus líderes institucionais e políticos, a rejeitar firmemente qualquer violência e estabelecer um diálogo baseado na verdade, no reconhecimento mútuo, na busca do bem comum e no amor pela nação”, disse o Papa após a oração Regina Caeli, na Praça de São Pedro, Vaticano.
O cardeal venezuelano Jorge Urosa agradeceu ao pontífice e ofereceu a sua mediação entre o chavista Nicolás Maduro, que venceu as eleições, e o líder opositor Henrique Capriles, que pediu a recontagem dos votos.
“Agrada-me muitíssimo que o Papa tenha elevado essas orações principalmente pelo nosso país”, disse Urosa ao canal de notícias Globovisión. “A conferência episcopal se oferece como uma espécie de elemento de mediação para propiciar este diálogo.”
O Papa Francisco afirmou, neste domingo, que acompanha com atenção e “está muito preocupado” com a situação política na Venezuela, provocada pela estreita margem de vitória de Nicolás Maduro, sucessor de Hugo Chávez, que motivou a oposição a pedir a recontagem dos votos.
“Concordo, Papa Francisco, estou preocupado com a intolerância, o ódio e a violência que gerou mortos e feridos”, respondeu Maduro em sua conta no Twitter. Ele tomou posse na última sexta-feira como presidente, em meio a críticas da oposição.
“Vamos invocando o Cristo Redentor e São Francisco de Assis, para que suas bênçãos protejam o povo e assegurem a paz”, acrecentou.
O líder opositor Henrique Capriles também respondeu ao comentário do pontífice: “Milhões de agradecimentos ao Papa Francisco por sua menção à nossa Venezuela e à busca de soluções com base na verdade”, publicou no Twitter o advogado, de 40 anos.

domingo, 21 de abril de 2013

TRISTEZA DESNECESSÁRIA



Entristeceu-se profundamente o rei; mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não lha quis negar.
Marcos 6.26 O ser humano deve preparar-se para entender os sentimentos que lhe vêm ao coração. A tristeza é um deles e pode impedi-lo de cometer coisas ruins. No caso do rei Herodes, ele ficou triste com o que haveria de fazer, mas não quis voltar atrás. Assim, ao cumprir a promessa feita à filha de Herodias, parece ter provado que “mais vale ficar vermelho cinco minutos do que amarelo por toda a vida”. Diante disso, um juramento tolo fez o profeta João Batista perder a cabeça (Mc 6.17-28). Seja, portanto, sensível ao Espírito de Deus.
O Senhor nos assiste sempre. Até mesmo os perdidos são convencidos por Ele antes de cometerem algo errado. Os que servem ao Criador, ao pensarem em aceitar a tentação, são tomados por um tremor, um sentimento de indignidade e vergonha que os faz sentirem-se miseráveis e recuarem. Alguns, no entanto, optam pelo pecado.
Se, para você, o sinal está verde, se não se sente nem um pouco envergonhado ou triste com o que está prestes a praticar; se o seu coração não lhe diz que aquilo é pecado, ou não se lembra de algum versículo, um sermão ou uma música que o aconselha a não fazer tal coisa, não tem responsabilidade se aquilo é errado ou não. Mas, se houver dúvida ou importunação na alma, não o faça.
O rei Herodes tinha prazer em ouvir João Batista. O servo de Deus lhe dizia que não era lícito possuir a mulher do seu irmão, mas aquele monarca nunca atendia. Então, em um momento de descuido, viu a filha de sua amante dançar de tal modo que sua pecaminosa alma o fez fazer um tolo voto. Assim, aquela moça lhe pediu a cabeça de João Batista, e, apesar de ter ficado triste, Herodes manteve a promessa.
Herodes não atendeu à tristeza que tomou conta da sua alma e mandou que degolassem João Batista. Mais do que poupar a vida de quem lhe dava bons conselhos, o que importava para o rei era que aqueles que o ouviram dar a palavra não o tivessem como arrependido. Quem não obedece ao toque divino será capaz de tomar tristes e horríveis decisões. Nas pequenas renúncias, estamos preparando-nos para as grandes decisões.
Um ministério sério, o qual abençoava milhares de pessoas, terminou de forma trágica. O rei pecador deve ter ficado a vida toda com remorso. Contudo, remorso sem arrependimento, sem uma confissão real e o consequente pagamento da ofensa, não ajuda em nada. No caso de Herodes, sua tristeza foi desnecessária.
Mais cedo do que pensa, você estará diante do Tribunal eterno e, se não tiver se livrado de seus erros, pelo arrependimento sincero e real, ou se acertado com o Senhor e com a pessoa contra quem errou, sua situação será muito desconfortável, pois sua sentença será a punição eterna no lago que arderá com fogo e enxofre (Ap 21.8). Ainda há tempo para se acertar! Que tal agora?
Em Cristo, com amor,

"a palavra de DEUS liberta"